OPERAÇÃO MENSAGEIRO : JUSTIÇA DETERMINA 22 ANOS ANOS DE PRISÃO PARA PREFEITO EM SC
Publicado em 19/12/2025
Autoria Destaque Catarina
O prefeito de Imaruí (SC), Patrick Corrêa, ( Republicanos ) - que já foi preso em 2023, permanecendo detido por cerca de 5 meses devido investigações da Operação Mensageiro - a maior contra corrupção em Santa Catarina ), cuja operação do MPSC; resultou em dezenas de prefeitos presos, dentre outros agentes públicos e até de um empresário; teve sentença por parte da Justiça do Estado de Santa Catarina, determinando a condenação em regime inicialmente fechado por 22 anos e 10 meses de prisão por crimes relacionados à Operação Mensageiro.
A decisão da Justiça de SC, contra o prefeito de Imaruí (SC), Patrick Corrêa, ocorreu na quinta-feira (18/12), cuja decisão incluiu também a perda do cargo público ( ele foi reeleito ao cargo na eleição passada ), bem como, ao pagamento de multa no valor de um trigéssimo salário mínimo, por 97 dias. A decisão foi proferida pela 5a. Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina (TJSC).
Segundo a decisão da Justiça, serão 19 anos, quatro meses e cinco dias de reclusão, em regime inicial fechado e três anos e seis meses de tenção em regime semiaberto. Segundo informações, a defesa do prefeito de Imaruí (SC), Patrck Corrê ( Republicanos ); destacou que está " adotando medidas cabíveis em relação à condenação e que irá recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), confiando na reavaliação do caso pela instância superior.
OPERAÇÃO MENSAGEIRO - A MAIOR ATÉ AGORA DESCOBERTA CONTRA CORRUPÇÃO EM SC
A Operação Mensageiro, deflagrada em 2022 pelo Ministério Público do Estado de Santa Catarina (MPSC), resultou em cinco fases de investigações. OPeração Mensageiro resultou em 17 prefeitos indo parar na prisão, além de 3 vice-prefeitos e vários outros vários agentes públicos; bem como de um empresário do setor de serviços de coleta de resíduos sólidos, saneamento básico e serviços de abastecimento de água e também de energia elétrica em dezenas de municípios no Estado de Santa Catarina.
A maioria dos alvos da Operação Mensageiro acabaram virando réus perante decisão da Justiça de Santa Catarina. Todos foram soltos da prisão por determinação também da Justiça, porém, continuam respondendo pelos crimes pelos quais são acusados e cujos crimes variam desde corrupção ativa e corrupção passiva; lavagem de dinheiro; fraudes em licitações; pagamentos e recebimentos de propinas milionárias.
Segundo informações, somente em propinas foram segundo investigações realizadas pelo MPSC, mais de R$ 110 milhões de reais e os desvios nos cofres públicos poderão ultrapassar mais de R$ 1 bilhão de reais. As investigações não pararam e deverão abranger outros municípios pelos quais tiveram contratos com a empresa Serrana Engenharia, que acabou sendo extinta após estourar o escândalo mafioso de corrupção em Santa Catarina e que após transformou-se em Versa Engenharia Ambiental. Foram cinco fases desta operação. 50 pessoas presas, incluindo 17 prefeitos e três vices.