GILMAR (STF), TRANSFERE INVESTIGAÇÃO CONTRA FGV SUSPEITA DE DESVIAR MEIO BILHÃO

O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes , que já passou em 2017 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), do Rio de Janeiro, decidiu monocraticamente transferir para a Justiça do Rio de Janeiro, o processo investigatório do Ministério Público Federal (MPF), que apura desvios em cerca de meio bilhão de reais. Trata-se da Operação Sofisma do MPF e da PF. Esta Operação realizada pela Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal (MPF), apura fraudes e desvios de recursos públicos financeiros na ordem de R$ 487 milhões junto a FGV. Montante este de quase meio bilhão de reais movimentados por vários membros familiares ligados à diretoria da Fundação Getúlio Vargas, do Rio de Janeiro (FGV).

 

À Imprensa, diretores desta instituição de ensino afirmam que a investigação é \" irregular \" e \" fruto de perseguição do Ministério Público Federal \". Esta operação tornou-se assim suspensa por ordem do ministro do STF Gilmar Mendes. Investigações da PF apontaram desde corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes licitatórias na FGV. Na decisão do ministro Gilmar Mendes (STF), mandou também à devolução de celulares de diretores da FGV, os quais haviam sido recolhidos pela PF durante a operação investigatória.

 

A FGV entre vários supostos ilícitos, segundo a PF e MPF, é suspeita de participar de uma organização criminosa que venderia pareceres jurídicos a fim de ajudar nos desvios financeiros do governo do Rio de Janeiro nas gestões de Sérgio Cabral. A operação da PF intitula-se \" Sofisma \" e foi autorizada pelo juiz substituto Vinicius Valpuesta, da 3a. vara Criminal do Rio de Janeiro. A maioria dos documentos desta operação da PF e do MPF contra a FGV estão sob sigilo. As medidas cautelares contra 29 integrantes da FGV, bloqueio de contas bancárias de 14 dos investigados até o limite de cerca de R$ 487 milhões. Investigações da PF e do MPF apontam desvios de recursos para paraísos fiscais, com destino às Ilhas Virgens Britânicas.