Está na hora de religiosos se colocarem no seu devido lugar e não se misturarem na política- partidária

Está na hora instante de religiosos se colocarem no seu devido lugar, no seu devido papel religioso e não se misturarem na política- partidária no Brasil. Muitos religiosos de diversas religiões optam por ingressar na política- partidária. Assim; acabam esquecendo-se do principal papel que é o de pregar a fé diante dos fiéis. O sectarismo político-partidário somado ao fanatismo religioso, provocam desvios do caminho principal dos princípios religiosos, sejam principalmente por parte da Igreja Católica; Evangélicas e ou Pentecostais, Episcopais, dentre outras existentes no Brasil - um país onde a diversificação caracteriza-se pelo sincretismo. A Constituição Brasileira prevê plena liberdade de religião e a Igreja e o Estado em si; estão oficialmente separados, sendo o Brasil, portanto, um país laico. E mais ainda: a legislação brasileira estabelece proíbe qualquer tipo de intolerância, sendo a prática religiosa geralmente livre no Brasil.

 

O que se vê no meio político brasileiro é uma disputa política e partidária com a influência de muitos representantes líderes religiosos em que acaba atingindo de forma prejudicial o aspecto do encontro maior de soluções dos graves problemas sociais e econômicos. O que se vê são disputas por cargos políticos seja dentro do governo e ou junto a outros órgãos ligados a governos ( federal, estaduais e municipais ); bem como; disputas por indicações como das recentes que vem ocorrendo para indicação do novo ministro para compor O Supremo Tribunal Federal (STF), em que a chamada \" bancada Evangélica ) que atua no Congresso Nacional; que é ligada ao presidente Jair Bolsonaro - chamada bancada bolsonarista composta por muitos políticos evangélicos e que interferem sobre quais indicações caberá ao STF.

 

Ora, vejamos: e quanto aos graves problemas sociais e econômicos como desde o desemprego; inflação absurda; corrupção avassaladora no país; a criminalidade que impera no país; os graves outros problemas na Saúde; Educação Meio Ambiente; Ciências e Tecnologia; enfim; sobre estes problemas que afetam milhões de pessoas, principalmente as famílias pobres - nisto não se vê religiosos que atuam no meio político- partidário preocupados em solucionar?

 

Mas, falar, pregar quando sobra um tempinho das atividades políticas, aí restam sobretudo; pregar à necessidade de arrecadar mais dinheiro dos já miseráveis que creem que um Salvador será capaz de solucionar os imensos problemas de milhões de pessoas. Aliás, os primeiros beneficiados pelos tais \" milagres \" são muitos dos líderes religiosos, especialmente daqueles com milhões de reais e até milhões de dólares em suas contas pessoais, particulares, incluindo até em paraísos fiscais como apontadas em muitas das investigações não somente no Brasil, porém, na África e em outros países do mundo. Portanto, política- partidária de um lado, de outro a atuação religiosa. Se é possível fazer sim a política fora da vida partidária. basta pregar a consciência da responsabilidade, ética, retidão, fé, amor , educação e respeito ao próximo !