Marcha Global pelo Clima - Um manifesto mundial em defesa da vida

A Marcha Global pelo Clima realizada na sexta-feira (20), em vários países do mundo, levou milhões de pessoas a participarem de um manifesto público em que alerta sobre os graves problemas ambientais e que comprometem gradativamente as condições de vida das pessoas e de todo o sistema da biodiversidade natural do planeta Terra. 
 
 
Há décadas vem ocorrendo em todo o mundo impactos da mudança climática visíveis e inequívocas comprovadamente e, que portanto, conclui-se que as atividades humanas possuem decisões relacionadas a estas mudanças e daí, à necessidade desta grande preocupação da humanidade com relação a este desafio de reduzir a temperatura climática.
 
 
Para ter-se ideia desta mudança climática na Terra, a média global de temperaturas se elevou cerca de 0,7 Graus centígrados desde 1906 e a estimativa é de que alcance no final deste século é de 1,9 Graus Centígrados a temperatura. Alguns cientistas analisam que um aumento de 2,0 C acima dos níveis pré-industriais; provoca o limiar de uma grande e severa ameaça tendo como consequências maiores irreversíveis tornando-se assim uma realidade mais drástica e comprometedora da natureza.
 
 
A Marcha Global pelo Clima ocorrido na sexta-feira (20), na Europa; América do Norte; América do Sul e na Ásia, mostra o quanto esta mobilização onde a maioria de jovens demonstram suas preocupações com o presente e o futuro.
 
 
 
Fóruns internacionais mobilizam países em prol da defesa do meio ambiente
 
As constantes preocupações internacionais com o meio ambiente até a década de 70 era notadamente mais isoladas, porém, de lá em diante até os dias de hoje; tornam-se cada vez ampliadas e com as presenças da juventude em todo o mundo. A Marcha Global pelo Clima é umas destas demonstrações de importância do alerta com as questões ambientais do planeta..
 
 
A primeira conferência mundial sobre o meio Ambiente ocorreu em 1972 com a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, em Estocolmo ( Suécia ). Depois, foi a vez da Rio-92 ou ECO-92, no Rio de Janeiro (RJ), no Brasil. Várias declarações foram assinadas nestas conferências visando adotar políticas de proteção, preservação e recuperação do meio ambiente.
 
 
Um destes exemplos foi a Declaração  do Rio de Janeiro sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, bem como, a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB); a Declaração de Princípios das Florestas; a Convenção- Quadro sobre Mudanças Climáticas ( Convenção do Clima ) e a Agenda 21.
 
 
 
Mas, omissões governamentais com meio ambiente continuam infelizmente
 
Mesmo diante destes tratados e convenções assinados há ainda muito à realizar por parte especialmente de governos que deixam para trás políticas pelas quais deveriam promover em defesa do meio ambiente em vários países. O Brasil é um destes maus exemplos onde as queimadas após derrubadas de imensas florestas, mais precisamente na região Amazônica e na Mata Atlântica; além da região do Pantanal e do Semi´-Árido do Nordeste; faz com que sejam revistas políticas e práticas de defesa essenciais ao meio ambiente especialmente no Brasil; assim como no restante em outros países do mundo.
 
 
Em 2002, a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada em Johanesburgo, na África do Sul, que ficou conhecida como Rio + 10, frustrou diante das expectativas de grandes avanços. Porém, fixou um plano de metas ainda que sem prazos para realizar valer estes acordos assinados em 1992. Vieram outros eventos mundiais como ao do protocolo de Quito no Japão. 
 
 
 
Aquecimento Global - uma realidade e que precisa urgentes mudanças em prol da vida
 
O aquecimento global mostra a vulnerabilidade da biodiversidade diante dos impactos e que exigem mudanças de atitude imediatas  em todos os países do mundo.  Uma delas é reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa. Ainda nesta direção de proteção ambiental está a questão da não derrubada de florestas e da exploração mineral, bem como; evitar a poluição ambiental, pois o lixo como plásticos que são lançados em riachos, rios, lagos e mares são altamente prejudiciais.
 
 
Outro aspecto diz respeito ao derretimento das geleiras e dos lençóis de gelo e que ameaçam populações que vivem próximas de regiões costeiras. A crescente acidificação dos oceanos e as temperaturas mais quentes certamente afetam a segurança alimentar global e além disto como consequências o surgimento e ampliação das doenças como malária, diarreia; dengue; tornando-se as mais comuns, dentre outras. A perda da diversidade genética pode ameaçar a segurança alimentar.
 
 
O uso de agrotóxicos sendo mais utilizado também vem provocando consequências à saúde e em alguns casos como na questão das colmeias de abelhas, sérias consequências como desde à extinção de abelhas em várias regiões do planeta. O aumento de áreas para exploração agrícola e de pecuária gera impactos ainda maiores aos recursos hídricos, uma vez que as atividades de irrigação consomem cerca de 70% da água disponível no planeta. Daí, o futuro da humanidade depende de cada ação pró ativa em defesa do meio ambiente e a Marcha Global pelo Clima é uma destas grandes demonstrações de mobilização mundial.
(*) Jornalista e Pintor (Juan Godoy)