ESCULTURA " DRAGÃO" DO ARTISTA PLÁSTICO, LORO LIMA EM EXPOSIÇÃO (NA ILHA DA MAGIA )

A partir do dia 15 de maio ( quinta-feira ), a partir das 19h; no Jardim da Fundação Cultural BADESC; em Florianópolis - " Ilha da Magia "; será possível ver de perto a escultura do artista plástico Loro Lima; denominada "Dragão"; construída com sucatas e objetos recolhidos e coletados por Loro em diversas ruas da região Sul da Ilha de Santa Catarina, região onde reside o artista plástico Loro Lima.

A obra do artista plástico Loro; integra a mostra “Criadas Criaturas” e estará em exposição no jardim da Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis (SC). A abertura desta exposição, ocorre na quinta-feira (15/5), a partir das 19h. A entrada é gratuita. Obra artística o " Dragão ", do pintor e escultor Loro Lima ( Loro ); confeccionada com sucatas e obras do acervo do artista será apresentada pela primeira vez; em Florianópolis (SC), no jardim da Fundação Cultural BADESC; localizado à Rua; Visconde de Ouro Preto, número 216, centro, Florianópolis (SC).

A abertura da exposição ocorre na quinta-feira ( 15/5); a partir das 19 hs. O trabalho ‘Dragão’ do artista Loro Lima, que começou a ser confeccionado em 2022, integra a exposição “Criadas Criaturas”, que abre na quinta-feira, dia 15 de maio, a partir das 19h no Jardim da Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis (SC). A curadoria é de Thami Luz e a entrada é gratuita. Com cerca de meia tonelada, a obra de seis metros de comprimento foi produzida com sucatas e objetos coletados pelo artista nas ruas e praias da região Sul da Ilha de SC e misturados com instalações e obras que integraram o acervo artístico do Loro.

Além do emaranhado de vidros, tecidos, calotas, fios e detalhes que podem ser vistos durante a visita, o ‘Dragão’, chama a atenção por ter uma única pata. Loro conta que foi depois de avistar a ‘pata’ no quintal de casa, no Rio Tavares, que começou a construir a escultura que se transformaria num bicho. “O tronco da árvore, que é base do trabalho, foi ganhando ainda mais sentido quando escavei um pouco na terra e pude ver que as raízes faziam dela uma garra, tal qual as dos dragões”, compartilha Loro.

O ritual de mudança do habitat íntimo para o jardim foi realizado no dia 5 de maio. Nessa data, o artista reuniu amigos para ajudarem na missão de fazer o ‘Dragão’ sair de casa e fazer uma excursão temporária no Centro da Capital. "O ritual de retirar o animal do espaço dele dá uma ausência de espaço, ainda mais porque ele foi construído aqui. Mas, em breve ele volta pra casa”, diz o artista. A obra, que conta ainda com um suporte de metal que o artista encontrou na rua para sustentação, é, segundo a curadora, um monumento em formato de criatura e que está presente na memória das pessoas. “Conhecida como bicho ou dragão, quando nasceu tinha o nome de sucata no sentido da vida sucateada.

Num reflexo de uma sociedade obcecada por consumir, retirar, sugar, esvaziar o produzir. Entretanto tudo o que foi consumido um dia volta. Não mais novo e brilhando, ilustrado lustrado, mas usado, partido, fragmentado. Toda criatura abandonada rejeitada foi algum dia batizada. Por isso é bem melhor vê-la de fora”, salienta Thami. A curadora, que é doutora em Sociologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e vem trabalhando com o artista Loro fazendo uso das técnicas etnográficas como entrevistas em profundidade, observação afetada e cumplicidade não esperada, explica ainda que o corpo é algo presente em todas as criações do artista. “Corpo é movimento, e esse processo está nos tamanhos das telas, nas texturas das pinceladas. Ao piscar e voltar abrir os olhos sua obra já manifesta uma nova criatura.

Loro em sua generosidade nos presenteia a mutação da experiência enquanto carbono que somos; e que voltaremos a ser. Como no ritual de passagem, da casa do artista para o jardim da Fundação, quando o corpo da criatura foi carregado”, completa. A exposição “Criadas Criaturas” ficará em exposição até 14 de agosto no jardim da Fundação Cultural BADESC, que fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis (SC). A visitação pode ser feita de segunda a sexta, das 13h às 19h e aos sábados (até 26 de julho), das 10h às 16h. Acompanhe a programação completa no @fundacaobadesc.

Sobre o artista

Loro Lima, conhecido artisticamente como Loro da Ilha, é natural de Florianópolis, estado de Santa Catarina e uma das figuras mais influentes da arte catarinense. Com uma trajetória marcada pela experimentação e pela multiplicidade de linguagens, estudou pintura, gravura e escultura na Art Students League, em Nova Iorque, nas décadas de 1970 e 1980, além de litografia no Museu de Arte de Santa Catarina (Masc), em 1982. Seu trabalho já foi exposto em diversos países, incluindo Brasil, Estados Unidos, França e Argentina.

Entre os reconhecimentos que consolidaram sua carreira, destacam-se o 2º Salão Jovem Arte Sul América (Masc, 1982), o 9º Salão Nacional de Artes Plásticas – Sul (Margs, Porto Alegre, 1986) e a Exposição na OEA, em Nova Iorque (1991). Com uma produção artística singular, Loro transita entre diferentes formas de expressão, criando objetos autobiográficos que misturam palavras, materiais e sua percepção única do mundo. Sua obra reflete um olhar sensível e questionador, explorando memórias, identidade e novas possibilidades dentro da arte contemporânea.

Texto e fotos: Juliano Zanotelli e colaboração: Destaque Catarina.