TESTEMUNHA QUE REVELOU FRAUDES NAS ELEIÇÕES DA VENEZUELA TEVE QUE FUGIR PARA EUROPA

Um jovem venezuelano de iniciais A.V. que por oito eleições acompanhou as apurações dos votos durante eleições deste país; revelou ao EL NACIONAL- um dos jornais de maior circulação na Venezuela de que após denunciar fraudes nas eleições de 28 de julho passado, cuja eleição fez com que o presidente da Venezuela Nicolás Maduro se auto declarasse reeleito sem apresentar as atas dos locais de votações e onde o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), da Venezuela, somente após quase um mês das eleições, anunciou e sem apresentar resultados das atas da eleição de que o presidente Nicolás Maduro; venceu as eleições à presidência da Venezuela.  


Segundo A.V. desde o início da madruga do dia 28 de julho, ele já estava presente num dos locais de votação e ao chegar a este local, já havia fila de espera com dezenas de pessoas a fim de poder votar. Havia um clima pacífico, segundo ele, tanto pelo lado dos centros de votações por onde ele havia passado anteriormente e por parte dos meios de comunicações locais, incluindo a presença de líderes políticos do governo de da oposição, inclusive.

Até o comportamento de militares, segundo A.V, " foi apropriado ", agindo de forma institucional e que nenhum deles foi rude na ocasião. " Nem nos atropelaram ", disse.

AS COISAS COMEÇARAM A MUDAR APÓS 18H COM O FECHAMENTO DAS URNAS E INÍCIO DE CONTAGEM DOS VOTOS

Foi a partir deste horário das 18h de 28 de julho passado, na Venezuela, onde o clima das eleições presidenciais começou um novo capítulo desta que é a maior fraude eleitoral não somente na Venezuela, porém, do mundo nas últimas décadas. A calma que ainda reinava no Instituto Paraguaná, segundo A. V. " escapou ". 

 No instante em que as máquinas imprimiam os resultados e as três mesas de votação declararam o candidato de oposição vencedor por esmagadora maioria, os membros da CNE começaram a apresentar uma bateria de argumentos para impedir que as testemunhas levassem cópia dos resultados. Segundo ainda A.V, após um escrutínio manual , possibilitado diante da Lei de Processos Eleitorais da Venezuela; a qual envolve a abertura da urna e a contagem via papel por papel a fim de comparar com a impressão digital, ou seja, impressão da máquina, em que as pessoas ali presentes; confirmaram que a diferença de votos foi a favor do candidato de oposição ao regime do ditador Nicolás Maduro. 

Segundo A.V. as " testemunhas do chavismo permaneceram em silêncio quando os chavistas viram os 82% de Edmundo González ". Segundo A.V. o " seu mundo desabou. Isso os surpreendeu completamente. Pareciam estar num funeral ", narrou A.V. Ele e outras cinco testemunhas da oposição não puderam e nem sequer quiseram simular a própria alegria naquele momento ali diante dos demais presentes no local de apuração dos votos. Segundo ele, esperavam que membros do CNE pudessem lhes entregar cópia das atas para que logo em seguida pudesse deixar o local de votação e apuração dos votos. " Ninguém sai sem ata ", disse o comando de campanha da Plataforma Unitária Democrática. Segundo A.V, a princípio, os membros da CNE recusaram-se a entregar cópias das atas ( um direito assegurado pelo direito dos procuradores de acordo com o artigo 337 da Lei de Processos Eleitorais da Venezuela ).

PROIBIÇÕES DERAM INÍCIO AO MECANISMO DA DITADURA DE MADURO

Mesmo diante da insistência na obtenção de cópia das atas de votações, nem sequer puderam registrar fotos. Foram proibidos. A arbitrariedade da decisão de membros do CNE da Venezuela. " Fui testemunha eleitoral oito vezes na minha vida. Essa foi a primeira eleição em que tivemos que exigir que a ata fosse entregue aos procuradores. Isso nunca tinha acontecido comigo antes, eles nunca haviam se recusado a entregar uma cópia antes ", disse à Imprensa, A.V. Houve uns cerca de 20 minutos de discussão entre testemunhas de oposição e membros da CNE, segundo ele, sob olhos atentos dos militares e do silêncio dos chavistas, as autoridades eleitorais concordaram em entregar cópias das atas.  

O jovem advogado A.V, destacou que está convencido de que os representantes da CNE só lhe entregaram a cópia das atas por causa das dezenas de pessoas que começaram a juntar-se na rua diante do local desta apuração dos votos e exigindo saber do resultado da votação. " Deram-nos a cópia das atas devido à presença dos cidadãos. 

Caso contrário; os funcionários da CNE não nos teriam dado uma cópia ", destacou. Ainda durante a noite, após término da eleição presidencial na Venezuela, por volta das meia noite, o presidente do Conselho Nacional Eleitoral ( CNE ), da Venezuela; Elvis Amoroso, anunciou sem mostrar as atas, que com os 80% das mesas contadas; Maduro tinha sido reeleito para um terceiro mandato com 51% de apoios. 

 Maduro em seguida, disse publicamente que o Supremo Tribunal de Justiça que é inteiramente nomeado pelo próprio Nicolás Maduro; seria então o órgão encarregado de certificar o resultado das eleições da Venezuela. Quase um mês após as eleições do dia 28 de julho, o TSJ da Venezuela, certificou e de " forma inquestionável o resultado eleitoral divulgado pelo CNE - Conselho Nacional Eleitoral . 

 Segundo A. V. horas após, teve a compreensão do porque não quiseram dar cópias das atas e sabia de que algo pior estava por vir ". Surgem imensas perseguições, opressões, prisões de líderes de oposição ao regime de Maduro e nem muitos jornalistas escaparam de serem presos por decisão do ditador Nicolás Maduro. Em pelo menos nas duas primeiras semanas após as eleições, já haviam sido presas na Venezuela; cerca de 2.250 pessoas. 

Nos primeiros dias das eleições na Venezuela, início de protestos; manifestações populares em todo o território venezuelano e contra o governo Maduro. O jovem advogado A.V, teve que fugir da Venezuela, da cidade onde morava, em Falcón, buscando refúgio inicial na Colômbia e em seguida partir rumo à um dos países da Europa. A.V. teve seu passaport retido e anulado na Venezuela e para fugir do país, retirou o chip do celular para que não fosse geo- localizado e recolocando-o novamente assim que ingressou na Colômbia onde refez com apoio estratégico um novo passaport para poder deslocar-se até à Europa. A.V. revelou que após as eleições, teve sua casa vigiada quase que diariamente por alguns policiais do regime de Maduro. 

O restante do episódio desde o dia das eleições de 28 de julho deste ano na Venezuela, o mundo especialmente dos países democráticos já conhecem a realidade na Venezuela sob poder do ditador Nicolás Maduro.