Exposição conta como Curitibanos (SC), foi incendiada durante a Guerra do Contestado
Mapas, fotos e documentos revelam parte da história que até então estava guardada. Alguns desses materiais chegaram a Florianópolis cobertos de lama, esterco, rasgados, pisados por cavalos e cachorros, cortados e furados com espadas. Marcas de mãos e pés humanos também foram encontradas. Documentos judiciais do século XXI que estavam no edifício que abrigava o cartório e foram jogados na rua, em meio a lama e chuva, no dia do ataque. Parte deles está em exposição.
“Os documentos tornaram-se, na verdade, ruínas que persistem à passagem do tempo. São ruínas em virtude da sua materialidade e porque se configuram como resíduos que tornam possível vislumbrar a relação do homem com o passado”, explica o Chefe da Divisão de Documentação e Memória do Judiciário e gerente do projeto, Adelson André Brüggemann.
Informações trazidas neste trabalho, com depoimentos registrados nos documentos, não confirmam notícias alarmantes divulgadas à época da invasão. E isso, segundo Edelson, provoca novos questionamentos sobre a história da cidade e a Guerra do Contestado. A exposição está separada em blocos. Um deles, chamado de “Ruínas”, tem a documentação disponível para o público ver; Em “Vi Alguém dizer” os processos da época traziam afirmações de testemunhas que usavam essa frase para explicar seus depoimentos; e, por fim, “testemunhos” tem processos que poderão ser consultados e os visitantes saberão como a Justiça era feita em séculos passados.