Exposição de telas de Clênio Souza

A Fundação Cultural de Lages está abrindo nesta semana a exposição das obras do pintor contemporâneo Impressionista Clênio Souza. O artista plástico nasceu em 1958 em Urubici,SC, e na primeira infância, mudou-se para Lages também na Serra Catarinense. 

Começou a desenhar aos sete anos de idade, e a partir daí, descobriu sua vocação, dedicando toda a sua vida às artes plásticas. Clênio morreu cedo, aos 47 anos, mas deixou um legado: suas obras integram inúmeros acervos no Brasil e no exterior. Entre os vários prêmios e homenagens, destacam-se, em 1985, o 1º lugar na “Reinterpretação da 1ª Missa do Brasil”, cuja obra está no acervo do Museu de Arte do Estado de Santa Catarina- MASC, em Florianópolis (SC). 

No ano de 2003,  Clênio Souza recebeu o Troféu ADJORI/SC, no Congresso de Diretores dos Jornais do Interior.

Foi pintor, professor de desenho e pintura, cartunista e chargista, escritor, escultor e poeta. Ele participou de mais de 60 exposições individuais e mais de 40 coletivas e teve seus trabalhos publicados em inúmeros livros, revistas e jornais. Presidiu a Associação de Artistas Plásticos de Lages no período de 1982 a 1998 e integrou em seguida a ALAP-Associação Lageana de Artistas Plásticos.

Clênio Souza deixou um legado histórico nas artes plásticas não somente de Santa Catarina, porém, do Brasil. Na década de 70 e início de 80, Clênio formava juntamente com outros artistas lageanos como Jonas Malinverno; Adilson Guanabara; Kátja Wolkert e Juan Godoy- um grupo de destaque na área das artes plásticas.

Em Florianópolis, Clênio integrou a Associação Catarinense de Artistas Plásticos -ACAP, onde integravam grandes nomes das artes plásticas de Santa Catarina e amigos de Clênio Souza, tais como: ( Martinho de Haro; Rodrigo de Haro; Juarez Machado; Meyer Filho; Paulo Vechietti; Hassis; Janga; e tantos outros artistas plásticos como o lageano e Juan Godoy).  Aliás, Godoy fez muitas exposições com Clênio Souza e também pintavam juntos por várias ocasiões em ateliês conjuntos.

As obras de Clênio Souza proporcionam uma dimensão da riqueza de detalhes, criatividade, luminosidade, em como, o domínio amplo do desenho.

Clênio Souza tinha uma extrema capacidade criadora, utilizava bem as cores, os contrastes de luzes em suas obras e mantinha uma visão profunda e crítica do mundo - o seu mundo e da humanidade. Tinha muitos amigos- grandes amigos e um público que o admirava e respeitava-o tanto como pintor quanto cidadão comum.

Defendia com integridade e respeitabilidade os direitos humanos. Lutava por um mundo melhor- pea justiça plena e irrestrita.Sofrera muito nesta luta no seu dia a dia, porém, nunca curvou-se diante seus fundamentos espirituais ou sentimentais.

Muitas ocasiões, sofrera só, mas teve em grande parte de sua vida parte da família; amigos e admiradores de sua arte e ao seu lado convivera com seu eterno amor: Carla A. Lisboa. 

Para quem o conhecera de perto, sabia deste verdadeiro sentimento e Clênio Souza revelava de maneira transparente e fiel. Nos poemas; na pintura; na escultura- ambas manifestações artísticas- lá estava uma \"deusa\" iluminando estas obras e a vida de um grande pintor- um dos maiores artistas plásticos do Brasil e que deixa um legado artístico para toda a humanidade.

A exposição reúne onze obras da pintura impressionista de Clênio Souza, e permanecerá aberta à visitação até o dia 13 de junho. 

 

Colaborou no texto os Jornalistas: Agnando Godoy (Juan Godoy) e Adriana Palumbo