MINISTRO DO STJ  PUNIDO COM PERDA DO CARGO  APÓS ACUSAÇÕES DE ASSÉDIO E IMPORTUNAÇÃO SEXUAL

Uma decisão inédita por parte do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ocorrida na quinta-feira (06/8), abriu caminho para a demissão definitiva ( que depende ainda de análise do Supremo Tribunal Federal-STF), contra o ministro do próprio STJ, o catarinense Marco Buzzi. A decisão do STJ ocorreu por maioria absoluta dos votos em aplicar ao ministro Marco Buzzi a pena de disponibilidade com perda do cargo por votações aos deveres funcionais, após as acusações de assédio, importunação sexual e injúria analisadas no processo disciplinar. O ministro do STJ, Marco Buzzi, é segundo informações, investigado em dois casos de suposta importunação sexual. A comissão entendeu que ocorreu infrações disciplinares e defendeu a aplicação de punição mais grave prevista no processo administrativo.

Após esta decisão do STJ , ocorrida na quinta-feira (06/8), Marco Buzzi será mantido afastado do cargo no STJ. Marco Buzzi, passa receber salário proporcional até a conclusão dos trâmites.

Marco Buzzi, está afastado do cargo desde fevereiro passado, quando as denúncias se tornaram públicas. Ele também está proibido de entrar nas dependências do STJ, por decisão dos ministros. Caso a punição seja confirmada, Marco Buzzi, será afastado definitivamente da magistratura, porém, continuará recebendo remuneração até que o Supremo Tribunal Federal (STF) avalie a validade da decisão.

INVESTIGAÇÃO POR SUPOSTA IMPORTUNAÇÃO SEXUAL

O ministro do STJ Marco Buzzi, é investigado por suposta importunação sexual contra uma jovem de 18 anos. Segundo o relato apresentado pela vítima, o episódio teria ocorrido durante uma reunião familiar na casa de praia do ministro Marco Buzzi, em Balneário Camboriú (SC). Outra acusação contra o ministro Marco Buzzi foi realizada por uma ex-assessora do gabinete do ministro.O processo tramita na esfera administrativa e apura a conduta do magistrado.

A defesa jurídica de Marco Buzzi, que acompanhou o julgamento do STJ, negou ambas acusações contra Marco Buzzi. Os casos tramitam sob sigilo para preservar a identidade das denunciantes. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), informou à Imprensa de que o procedimento tramita sob sigilo para preservar a intimidade da vítima e evitar sua revitimização. Segundo informações, a decisão do STJ poderá ser questionada.