SC SEGUE FORTE NO COMBATE CONTRA CORRUPÇÃO, TRÁFICO DE DROGAS E ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS.VEJA :
Publicado em 15/07/2026
Autoria Destaque Catarina
E as operações de combate contra corrupção, desvios de recursos públicos, tráfico de drogas, organizações criminosas, faz com que o trabalho do Ministério Público do Estado de Santa Catarina (MPSC), Policiais Civis e Militares, equipes da Gaeco ( Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas ), atuem ambos fortemente em conjunto no estado de Santa Catarina.
O mais recente deste trabalho foi realizado através da Operação denominada " Tela Oculta ", deflagrada na terça-feira (14/7), visando cumprir mandados de prisão e busca e apreensão contra o tráfico de drogas na região da Grande Florianópolis (SC).
Segundo investigações, a organização criminosa, teria movimentado cerca de R$ 1, 1 bilhão de reais com uma empresa de fachada. Mais de 30 mandados de prisão estavam sendo cumpridos desde terça-feira (14/7) em Florianópolis, São José e Palhoça (SC), além de 80 mandados de busca e apreensão.
Além de Santa Catarina, os estados do Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul, tiveram ações policiais cumprindo diversos mandados de prisão, buscas e apreensão. A investigação é coordenada pela Delegacia de Investigação Criminal de Palhoça (SC). Num dos endereços localizados em Florianópolis (SC), alvo de busca e apreensão, cujo endereço não foi revelado pela polícia, houve busca e apreensão de uma grande quantidade de drogas.
O balanço final desta operação " Tela Oculta ", segundo informações, não foram ainda divulgados oficialmente. O trabalho segue firme e forte em Santa Catarina sem dar trégua para organizações criminosas, quadrilhas e corruptos.
E SOBRE O CASO DOS RESPIRADORES DE R4 33 MILHÕES EM SC: JUSTIÇA CONDENA E EXIGE DEVOLUÇÃO DOS RECURSOS
Já, sobre o escândalo que culminou com os desvios financeiros na ordem de R$ 33 milhões para a " compra " de centenas de respiradores em pelo período da pandemia da Covid-19 em Santa Catarina; a Justiça catarinense através da Vara da Fazenda Pùblica da Comarca da Capital, condenou membros da empresa Veigamed, com sede no Rio de Janeiro (RJ), assim como o ex-secretário de estado da Saúde, Helton Zeferino, a devolverem aos cofres públicos R$ 33 milhões de reais.Na decisão da JUstiça de SC, declarou nula a dispensa de licitação que permitiu a compra dos respiradores e determinou que duas empresas e três pessoas , sendo elas o ex-secretário de estado da Saúde, Helton Zeferino Araújo, Pedro Nascimento Araújo ( sócio-proprietário da empresa Veigamed , Rosemary Neves de Araújo ( sócia-proprietária da empresa Veigamed Material Médico e Hospitalar ), e a empresa TS Eletronic do Brasil, contratada pela Veigamed para importar os respiradores que seriam oriundos da China ao Brasil.
Os valores, segundo informações, a serem restituídos pela empresa Veigmaed e pelos sócios desta empresa, deverão serem atualizados com juros e correção, porém, terão já os descontos de valores já recuperados ou bloqueados por meio de outras ações que apuram o caso. Os réus poderão ainda recorrerem das decisões da Justiça catarinense.
O ex-governador de Santa Catarina Carlos Moisés, não era citado nas ações e, portanto, não foi alvo das condenações. Segundo informações, no processo, a defesa do ex-secretário de estado da Saúde, argumentou que o pagamento antecipado ocorrido para a ampresa Veigmaed , ocorreu em razão de uma certificação " falta de notas fiscais " por uma servidora do governo do estado e que as " atribuições de pagamento competiam a um " coordenador do Fundo Estadual de Saúde ".
Destacou ainda que o processo " teve um parecer jurídico favorável dentro do governo ". A juíza, sustentou, entretanto, que o parecer jurídico poderia orientar a autoridade do governo, mas que " não transmuda em regular contratação marcada por insuficiência de motivação, pesquisa de preços precária, ausência de comprovação robusta da capacidade do contratado e posterior pagamento integral sem entrega comprovada dos bens ", neste caso dos respiradores pulmonares.
Em abril de 2020, no auge da pandemia da Covid-19, o governo de SC, dispensou a licitação e pagou R$ 33 milhões antecipados à empresa Veigamed. Apenas 50 dos 200 aparelhos comprados chegaram em Santa Catarina e onde estes 50 respiradores acabaram sendo confiscados na época pela Receita Federal devido a irregularidade na documentação. Apenas 11 respiradores destes 50 passaram pela aprovação técnica e foram repassados a hospitais das regiões do Oeste, Serra e Sul de Santa Catarina.